Você já se perguntou: como um site sabe se você o abriu em um computador Windows ou em um iPhone? Por que alguns sites mudam automaticamente o layout no celular, mas mostram a versão completa no computador?
A resposta está em uma única linha de código que o navegador envia automaticamente toda vez que você abre uma página — o User-Agent, ou UA.
Para usuários comuns, a UA é só um dado que passa rápido quando a página carrega; para quem opera múltiplas contas, essa linha de código é a "primeira pista" que a plataforma usa para identificar seu dispositivo. Este artigo explica tudo: o que exatamente está escrito na UA, o que as plataformas fazem com ela e as armadilhas mais comuns ao alterá-la.
Em uma frase: a UA é uma "apresentação" que o navegador anexa automaticamente a cada requisição de página — alguns segmentos separados por ponto e vírgula que informam navegador, sistema, motor e versão.
Veja uma UA real qualquer:
Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/149.0.7827.54 Safari/537.36
Detalhando, cada segmento tem um significado:
Entendeu? A UA informa sistema operacional, navegador, motor e versão de uma só vez — e é completamente passiva: você não faz nada, e ela se envia sozinha.

A culpa é de uma "história de disfarces" no mundo dos navegadores — hoje todos os navegadores carregam nomes de outros na UA, tudo por compatibilidade com sites que fizeram julgamentos errados no passado.
A história começa em 1996: na época, a UA do navegador Netscape começava com "Mozilla", e muitos sites só reconheciam esse identificador, tratando qualquer outro navegador como "coisa estranha não suportada". Para não ser barrado, o IE adicionou "Mozilla/compatível" à sua UA. Depois Firefox, Chrome e Safari foram seguindo um a um, e no fim todo mundo colocou o nome de todo mundo — criando o espetáculo de hoje em que "todo mundo é Mozilla, todo mundo é Safari".
A UA do Chrome carrega Safari não porque eles são relacionados, mas porque antigamente alguns sites só ofereciam funcionalidade completa ao Safari. Essa história distorceu seriamente o campo da UA — ela não é totalmente confiável nem única.
As plataformas leem a UA principalmente por três motivos:
O ponto-chave é este: a UA é um "valor declarado", que pode ser alterado livremente; enquanto Canvas, WebGL e outros são "valores medidos", lidos do hardware real (o princípio está neste guia de impressão digital WebGL). As plataformas nunca confiam só na UA — elas confiam em "se a UA bate com os outros parâmetros". Quando a declaração e a medição concordam, você é um usuário normal; quando brigam, você vira alvo de observação.
Aqui está a contradição mais comum: a UA diz iPhone, mas a resolução da tela é de um monitor 1920×1080 — esse tipo de falha é ainda mais fácil de pegar pelo controle de risco do que a própria "exposição da UA".
A primeira reação de muita gente é instalar um plugin para mudar a UA, mas o plugin só altera a camada da "declaração". Para mudar "sem deixar rastros", é preciso alterar junto os parâmetros que acompanham a UA — e é exatamente isso que um navegador de impressão digital faz bem. Tomando o MasBrowser como exemplo: ao criar um ambiente, você pode configurar a UA e o sistema operacional de forma independente nas configurações de impressão digital; se escolher Windows como sistema, a UA automaticamente acompanha a combinação de versões do Windows, e idioma, fuso horário e resolução de tela sincronizam juntos — sem o problema de "declaração e medição brigando". A configuração completa de ambiente independente e isolamento de impressão digital pode ser vista na página de gerenciamento de segurança multi-contas do MasBrowser.

Como verificar se a alteração está correta? Abra qualquer site de detecção de impressão digital (Browserscan, etc.) dentro do ambiente e veja se a coluna UA é consistente com sistema, idioma e fuso horário.

Mesmo com um navegador de impressão digital, muita gente ainda erra na configuração da UA:
Lembre-se de um princípio: a UA em si não é o ponto — "se a UA é consistente com os outros parâmetros" é o ponto. Uma UA consistente é a UA menos chamativa.
Não sozinha. A UA é apenas um "valor declarado", e as plataformas cruzam com "valores medidos" como Canvas, WebGL e fontes. Alterar só a UA sem os parâmetros correspondentes na verdade torna mais fácil expor a "contradição entre declaração e medição".
Não. O modo anônimo só impede salvar histórico e cookies; a UA continua sendo enviada com as informações reais do navegador — segue a mesma lógica da impressão digital do navegador e não altera a UA em si.
Depende do seu mercado-alvo e da plataforma. O importante é "consistência": se escolher UA de celular, resolução de tela, capacidades de toque, idioma e fuso horário devem parecer de celular; se escolher UA de computador, configure o conjunto todo como computador. A mistura é a maior falha.
A plataforma não vê o "rastro da alteração", mas consegue ver a "inconsistência". A UA em si pode ser alterada; o problema é não deixar contradições depois — que é exatamente por isso que os navegadores de impressão digital configuram UA, sistema, idioma e fuso horário de forma sincronizada.
A UA é um "cartão de identidade" que o navegador envia proativamente em toda visita, cheio de informações sobre seu sistema, navegador e versão. Por razões históricas ela parece igual em todo mundo e diferente em cada um — é a "primeira pista" que as plataformas usam para identificar dispositivos, mas nunca a única base: o que as plataformas realmente observam é se a UA é consistente com o restante dos parâmetros de impressão digital.
Então, o que os operadores de múltiplas contas precisam fazer não é "esconder a UA", mas "deixar a UA consistente com todo o ambiente". O plano gratuito já inclui 2 slots de ambiente — baixe o MasBrowser, crie um ambiente e veja como UA, sistema e idioma são configurados de forma sincronizada. Esse passo fará cada uma das suas contas parecer "um usuário normal".